A Linha 15-Prata do Metrô de São Paulo voltou a operar normalmente, neste domingo (25), após a queda de um guindaste de grande porte sobre o monotrilho próximo à estação Camilo Haddad, na zona leste de São Paulo. Este incidente destacou a importância da segurança no transporte público e a rápida resposta das autoridades.
O sistema PAESE (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência), que também funcionou durante o período de reestabelecimento da linha, foi suspenso. A queda do guindaste, que ocorreu na manhã de sábado (24), na Avenida Professor Luiz Ignácio Anhaia Mello, perto do número 4700, na Vila Graciosa, gerou preocupações quanto à integridade do sistema.
Imagens registradas por pessoas que estavam na região mostraram o momento em que o trem colide com a estrutura de ferro já caída sobre a via do transporte público. Veja abaixo:
De acordo com o Corpo de Bombeiros, um funcionário que operava o guindaste sofreu uma lesão no pé e foi socorrido pela empresa responsável pela estrutura. O Metrô informou, no entanto, que nenhum passageiro ou colaborador se machucou. Isso é um alívio, considerando a gravidade do acidente.
Respostas aos Incidentes de Segurança
Durante o atendimento da ocorrência, a avenida foi totalmente interditada no sentido Vila Prudente, próximo à estação Oratório e à rua Manuel da Costa. A Defesa Civil municipal foi acionada e confirmou que não houve danos a edificações próximas, o que minimiza o impacto do acidente na vizinhança. Além disso, a Enel, responsável pelo fornecimento de energia, interrompeu temporariamente o serviço. A última atualização indica que cinco usuários ficaram sem energia durante o evento.
Apesar do impacto, todos os passageiros foram desembarcados em segurança. A interrupção da circulação ocorreu no trecho entre as estações Vila Prudente e São Lucas às 12h04. Isso demonstra a eficácia das medidas de emergência adotadas pelo Metrô de São Paulo.
Investigação da Queda do Guindaste
A Polícia Civil de São Paulo instaurou um inquérito para investigar a queda do guindaste. Conforme a SSP (Secretaria de Segurança Pública), a investigação será conduzida no 42º DP (Parque São Lucas). Depoimentos de guardas civis metropolitanos, metroviários, representantes da empresa responsável pela obra e testemunhas já foram coletados. A queda foi registrada como lesão corporal culposa, o que levanta questões sobre a segurança e os procedimentos da obra.
Uma equipe do Núcleo de Engenharia da Polícia Técnico-Científica começou os trabalhos no local, que foi preservado para os necessários exames. A perícia deve continuar neste domingo com um exame detalhado do guindaste. O trem envolvido na colisão foi recolhido para manutenção, o que indica possíveis danos na estrutura que necessitam ser verificados.
