Política

Moraes barra “saidinha” de hacker Delgatti em São Paulo

Moraes barra "saidinha" de hacker Delgatti em São Paulo

O caso de Walter Delgatti Neto continua a gerar atenções, especialmente após a negativa de saída temporária pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. A decisão, proferida em 13 de março, rejeitou o pedido de “saidinha”, uma vez que foram identificados requisitos legais não atendidos, conforme análise da Procuradoria-Geral da República.

Na visão do ministro, a solicitação de Delgatti para deixar temporariamente o presídio não atendia às exigências previstas na legislação de execução penal. Moraes deixou claro que o pedido foi indeferido, destacando que o apenado não apresentou a devida comprovação de frequência em atividades educacionais, como cursos profissionalizantes ou de nível médio.

Requisitos para a Saída Temporária

A legislação brasileira estabelece que a saída temporária para presos em regime semiaberto deve ser rigorosamente fundamentada. O ministro ressaltou que a unidade prisional não conseguiu justificar adequadamente a finalidade do pedido; a documentação enviada pelo presídio apenas indicava as datas em que a saída aconteceria, sem especificar o tipo de atividade que Delgatti participaria.

O artigo 122 da Lei de Execução Penal exige a apresentação de evidências sobre a participação do apenado em cursos educacionais, o que foi considerado um ponto crucial por Moraes na sua decisão. Assim, ele concluiu que era imprescindível o cumprimento completo dos requisitos para a concessão do benefício solicitado.

Condenação de Walter Delgatti

Walter Delgatti Neto, conhecido por sua atuação na invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça, foi condenado a um total de 8 anos e 3 meses de prisão. Durante suas ações, Delgatti foi acusado de ter emitido um mandado de prisão falso contra Alexandre de Moraes, a mando da ex-deputada Carla Zambelli. Esse documento fraudulento chegou a ser registrado no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), trazendo repercussões significativas e alertando para a seriedade das ameaças cibernéticas no Brasil.

Com a negativa à saída temporária, a situação de Delgatti permanece acompanhada de perto, refletindo as complexidades envolvidas no cumprimento de penas e na proteção das instituições.