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Morte em jump rope: Meta deve esclarecer exclusão de mensagens

Morte em jump rope: Meta deve esclarecer exclusão de mensagens

A Justiça de São Paulo ordenou que a empresa de tecnologia Meta informe se mensagens em um grupo sobre o salto de jump rope que resultou na morte de uma jovem em Limeira em 13 de junho deste ano foram excluídas pelos responsáveis pelo incidente.

Foram solicitados também esclarecimentos da empresa sobre o motivo da conta da empresa “Entre Cordas”, que estava à frente da atividade, ter sido desativada no Instagram.

De acordo com o processo, houve a tentativa em 27 de outubro de reativar o perfil da empresa para mais explicações, em resposta ao pedido da defesa de Evelyne dos Santos Gonçalves, que foi apontada como administradora da página e é a responsável pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas. No entanto, a reativação não foi possível devido à verificação em duas etapas.

A Justiça quer que a Meta informe se alguém excluiu mensagens no grupo de WhatsApp criado com os clientes que iriam praticar a atividade no dia da morte da jovem, e solicita a preservação do histórico. Além disso, a Meta deverá esclarecer se a conta da “Entre Cordas” foi desativada por alguém ou se a própria plataforma derrubou a conta e quais foram os motivos.

Em um pedido subsidiário, a decisão ainda solicita o número de telefone completo vinculado à verificação em duas etapas do perfil.

A decisão foi em resposta ao pedido de adiamento feito pela defesa de dois réus, que solicitaram que a audiência marcada para esta terça-feira fosse adiada até que a empresa fornecesse os detalhes. No entanto, o pedido foi indeferido e o interrogatório dos três réus permanece agendado para hoje.

Em resposta ao indeferimento das defesas para adiar o interrogatório, a Justiça enfatizou que as provas digitais não interferem diretamente no caso e nem prejudicam a autodefesa dos réus. Por isso, os prazos legais devem ser respeitados.

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    Maria Eduarda Rodrigues de 21 anos morreu, na manhã deste sábado (13), enquanto praticava uma atividade de “rope jump” • Reprodução

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    A queda ocorreu na Trilha da Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo • Reprodução

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    A empresa que realiza os saltos não colocou a corda necessária que deveria segurar a jovem, que foi lançada de uma grande altura • Reprodução

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    Pessoas no local tentaram realizar manobras de RCP até a chegada do SAMU • Reprodução

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    Contudo, o óbito foi constatado no local por politraumatismo • Reprodução

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    Testemunhas na cena capturaram imagens da queda

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    No vídeo, é possível ouvir gritos ao ver que a jovem foi lançada sem corda • Reprodução

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    Maria Eduarda Rodrigues morreu após ser jogada de ponte sem corda ao praticar rope jump • Reprodução/Redes Sociais



Ao todo, quatro pessoas estão respondendo por homicídio qualificado com dolo eventual, quando não há a intenção de matar, mas se assume conscientemente o risco.

A CNN Brasil buscou contato com a Meta para obter mais informações, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.

Relembre o caso de jump rope em Limeira

A jovem de 21 anos, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, morreu após ser lançada sem corda durante um salto de jump rope em Limeira, interior de São Paulo, no dia 13 de junho. A empresa contratada, Entre Cordas, contava com mais de 80 mil seguidores no Instagram na época.

Pessoas que estavam presentes filmaram o momento em que a jovem foi lançada de uma altura de cerca de 40 metros, sem o devido equipamento de segurança.

Quatro pessoas estão sendo processadas pela morte:

Segundo a última atualização do processo, 22 testemunhas já foram ouvidas. Na audiência desta terça, os réus Luís Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves devem ser interrogados.

A CNN Brasil ainda tenta contato com a defesa dos réus, mantendo o espaço aberto para comentários.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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