Na noite deste sábado (11), um acidente fatal no Jardim São Paulo resultou na morte de Elizete Da Silva Santos, atropelada enquanto atravessava a faixa de pedestre na Avenida Luiz Dumont Villares. O motorista, Fahed Al Kujok, de 19 anos, foi preso em flagrante.
Elizete, que trabalhava como atendente, foi socorrida e levada ao Hospital do Mandaqui, mas não resistiu aos ferimentos. Fahed, que se apresentou como cozinheiro, alegou que estava retornando para casa após o trabalho e, acreditando que dirigia entre 40 km/h e 50 km/h, não percebeu a vítima a tempo de frear, resultando no atropelamento.
Após o incidente, o motorista parou o carro, mas decidiu sair rapidamente em busca de ajuda sem prestar socorro à vítima. Em depoimento à polícia, Fahed admitiu não possuir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e declarou que estava em processo de obtenção, tendo apenas pego o carro no dia do acidente por estar atrasado.
Implicações Legais do Acidente
A Polícia Civil reforçou que Fahed não tinha aptidão legal para dirigir. Localizado após o atropelamento, ele foi submetido ao teste de etilômetro, que não indicou ingestão de álcool. Fahed estava dirigindo um Ford Fusion branco.
O caso foi registrado no 73° DP (Jaçanã) e, posteriormente, Fahed foi transferido para o 39° DP, onde foi autuado em flagrante por homicídio culposo na direção de veículo automotor, conforme o Art. 302 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A pena prevista é de até quatro anos de detenção, com aumento de um terço quando o motorista não possui CNH, não presta socorro e a vítima está na faixa de pedestre.
Consequências para o Motorista
Com as circunstâncias do caso, as penas que podem ser atribuídas a Fahed podem chegar a seis anos de prisão, o que inviabiliza a possibilidade de fiança e mantém o jovem preso. A perícia já foi acionada e o caso continua sob investigação.
A CNN Brasil está tentando entrar em contato com a defesa de Fahed, deixando o espaço aberto para um posicionamento a respeito do caso.

