Na última quinta-feira (2), o MPSP (Ministério Público de São Paulo) abriu um procedimento para investigar a morte de Thawanna Da Silva Salmázio. O trágico incidente ocorreu durante uma ação policial em Cidade Tiradentes, na zona Leste da capital paulista.
A investigação estará sob a supervisão do Gaesp (Grupo de Atuação Especial de Segurança Pública e Controle Externo da Atividade Policial). O caso envolve um confronto entre a vítima e policiais da PMESP (Polícia Militar do Estado de São Paulo).
Detalhes do Incidente
Thawanna e seu companheiro, Luciano Gonçalves dos Santos, estavam caminhando pelo bairro quando reclamaram da velocidade da viatura policial. De acordo com o boletim de ocorrência, essa discussão levou os policiais a retornarem para esclarecer a situação.
Versões Divergentes
A policial militar Yasmin Cursino Ferreira, autora do disparo que ceifou a vida de Thawanna, alegou que o casal estava alterado. Ela afirmou que, durante a conversa, a vítima a agrediu, resultando na necessidade de usar força para contê-la. O marido da vítima, por outro lado, relatou inicialmente ter pensado que o tiro era de uma arma de borracha e ficou chocado ao ouvir Thawanna gritar por socorro. Ela foi levada ao Hospital Santa Marcelina, mas não sobreviveu aos ferimentos.
Medidas Tomadas pela PM
A PMSP informou que as gravações das câmeras corporais dos policiais serão analisadas, assim como os laudos periciais. Os policiais diretamente envolvidos na ocorrência foram afastados e estão atuando em funções administrativas até o término das investigações. A policial que disparou foi objeto de um Inquérito Policial Militar (IPM).
A ocorrência está registrada no 49º Distrito Policial e foi encaminhada ao DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa) para uma investigação paralela. A situação provocou revolta entre os moradores de Cidade Tiradentes, que protestaram e chegaram a incendiar um ônibus na área do incidente.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo
