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Mulher morta com tiro na cabeça morava com PM há dois meses; irmã acusa sargento de feminicídio

Shayene Araújo, morta com um tiro na cabeça na manhã desta terça-feira (16), vivia um relacionamento conturbado com o sargento da Polícia Militar Renato Cesar Guimarães Pina, preso em flagrante suspeito de feminicídio, segundo a Polícia Civil. A irmã da vítima, Dayane Araújo, relatou que a convivência do casal, que tinha um bebê de 10 meses, era marcada por episódios de violência.

Segundo Dayane, Shayene morava com a mãe em Itaboraí, onde a família presenciava as constantes brigas. Há cerca de dois meses, Renato convenceu a mulher a se mudar para outra casa, afastando-a do convívio familiar. “Ele fez minha irmã sair daqui porque batíamos de frente quando tinha briga. Ele tirou a minha irmã de casa para matá-la”, desabafou. Dayane ainda afirmou que o sargento “acabou com a vida dos meus sobrinhos” e com a dela, referindo-se à perda da irmã.

A irmã da vítima revelou que, ao revisar imagens de câmeras de segurança, constatou agressões à gestante e ameaças com revólver. “Ela só reclamava quando explodia, mas só descobri as agressões, de fato, quando fui ver uma coisa na câmera de monitoramento daqui de casa e vi que ele a agredia, no final da gestação”, contou.

O corpo de Shayene Araújo será enterrado nesta quinta-feira (18) no Cemitério Municipal São João Batista, no Centro de Itaboraí, com velório das 11h às 13h.

Em nota, a Polícia Militar informou que Renato foi transferido para a Unidade Prisional da corporação no Rio de Janeiro. A instituição repudiou o ato do sargento e comunicou que, após receber o auto de prisão em flagrante, será aberto um Inquérito Policial Militar, que pode resultar na exclusão do PM. A corporação destacou que o enfrentamento à violência contra a mulher é prioridade estratégica e mencionou o programa Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida, criado há seis anos e que já atendeu mais de 100 mil mulheres em situação de risco.