Polícia suspeita que crime tenha ligação com crime em que quadrilhas criam perfis falsos em aplicativos de relacionamento para atrair vítimas a encontros; juiz ficou em cativeiro em Osasco, na Grande SP, por mais de 30 horas e foi libertado após usar uma palavra-código.
Um código combinado entre o juiz Samuel de Oliveira Magro e o companheiro foi decisivo para a polícia descobrir que ele havia sido sequestrado por uma quadrilha especializada em sequestro-relâmpago e em golpes aplicados por aplicativos de relacionamento.
A senha dita durante uma ligação levantou a suspeita, levou ao acionamento da polícia e resultou no resgate do refém de um cativeiro em Osasco, na Grande São Paulo, na manhã de terça-feira (20). Cinco suspeitos foram presos. O código não foi revelado.
Inicialmente, a investigação apontou que o juiz teria sido escolhido de forma aleatória, como alvo de um sequestro-relâmpago por oportunidade, sem estudo prévio de rotina. Com novas informações, a Polícia Civil passou a considerar a possibilidade de ligação com o “golpe do amor”.
O que aconteceu?
O juiz e auditor fiscal Samuel de Oliveira Magro foi abordado por criminosos na noite de domingo (18), na Avenida Rebouças, perto da Rua Oscar Freire, na Zona Oeste de São Paulo. Ele foi levado à força e mantido em um cativeiro na cidade de Osasco, onde ficou por mais de 30 horas.
A polícia o libertou na manhã de terça-feira (20) durante uma operação da 2ª Delegacia Antissequestro (DAS/DOPE) com apoio do Garra.
Como a polícia descobriu o sequestro?
Durante o cativeiro, o companheiro do juiz conseguiu falar com ele por telefone. Mesmo sob ameaça, Samuel usou uma palavra previamente combinada para indicar que estava em perigo. O código não foi divulgado.