No último dia 30 de outubro, um paciente do SUS (Sistema Único de Saúde) fez história ao participar da primeira telecirurgia robótica oncológica de longa distância realizada em um hospital filantrópico do Brasil. Esse avanço significativo demonstra como a tecnologia pode revolucionar o atendimento médico no país.
Detalhes do Procedimento Inovador
A cirurgia foi realizada em um hospital de renome, o Hospital do Amor, que localiza-se no estado de Rondônia, enquanto os especialistas de Barretos, São Paulo, participaram de forma remota. Isso possibilitou uma conexão em tempo real, permitindo que a equipe em Barretos comandasse a cirurgia a quase 2.700 km de distância.
O objetivo deste procedimento inovador foi tratar um câncer de reto. Enquanto isso, os médicos presentes em Porto Velho garantiram suporte ao paciente e assistiram durante a cirurgia. Ao mesmo tempo, os especialistas controlaram os instrumentos robóticos com precisão.
Segurança e Tecnologia em Alta Performance
Para assegurar a eficácia e a segurança da operação, os ministérios das Comunicações e da Saúde, em colaboração com o Hospital de Amor, desenvolveram um protocolo específico de conectividade para telecirurgias robóticas. A cirurgia foi equipada com duas conexões independentes de fibra óptica, redundância em 5G e uma rede dedicada via VPN, o que garantiu estabilidade e resposta em tempo real durante todo o procedimento.
Um aspecto crítico foi assegurar que a latência não ultrapassasse 100 milissegundos, um requisito essencial para esse tipo de intervenção médica. Esse tempo é fundamental, pois representa a velocidade com que os comandos do cirurgião remoto são executados pelo robô no centro cirúrgico.
A Revolução no Atendimento Médico no SUS
Durante o procedimento, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, acompanhou a operação em Barretos e destacou a importância dessa tecnologia no acesso a tratamentos complexos. “É a tecnologia aproximando especialistas de pacientes que vivem longe dos grandes centros e mostrando que a transformação digital também salva vidas”, afirmou o ministro.
Segundo o ministério, essa iniciativa evidencia como a expansão da infraestrutura de telecomunicações pode ajudar a reduzir desigualdades regionais e levar procedimentos especializados para regiões remotas do Brasil, valorizando a assistência médica para pacientes atendidos exclusivamente pelo SUS.
“Esse não é apenas um avanço tecnológico, mas um passo crucial para ampliar o acesso da população do SUS a procedimentos complexos”, completou o diretor de Inovação do Hospital de Amor, Luis Gustavo Romagnolo.
Em 2025, o Hospital de Amor, que oferece atendimento 100% gratuito pelo SUS, proporcionou mais de 2 milhões de atendimentos entre consultas, exames e procedimentos, beneficiando mais de 613 mil pacientes de 2.711 municípios brasileiros. Essa contribuição é um marco no atendimento à saúde pública e demonstra o compromisso em oferecer serviços de qualidade a todos os cidadãos, independentemente de sua localização.

