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Petrobras nega notificação sobre suspensão de licença na Bacia de Santos

A Petrobras se encontra em um momento delicado após a suspensão da Licença Prévia (LP) para a Etapa 4 do Polo Pré-Sal da Bacia de Santos. A decisão, emitida pela Justiça Federal em Angra dos Reis (RJ), foi motivada por alegações do Ministério Público Federal (MPF) que sugerem a condução apressada do processo de licenciamento ambiental.

Impactos da Suspensão da Licença Prévia

Com a liminar que impede a Petrobras de avançar na instalação de dez plataformas e na perfuração de 132 poços, a empresa expressou que não foi notificada formalmente sobre a decisão. A companhia destaca que todas as exigências legais e solicitações feitas durante o processo foram atendidas. Assim que receber a comunicação oficial, a Petrobras se compromete a apresentar os devidos esclarecimentos e os recursos apropriados.

Críticas ao Processo de Licenciamento

Os argumentos do MPF, que resultaram na suspensão da licença, afirmam que o licenciamento ambiental realizado pelo Ibama foi feito de forma acelerada, em apenas 11 dias, e que existiam pendências técnicas significativas. Entre essas, estudos ambientais que deixaram de considerar pelo menos 25 impactos socioambientais relevantes.

Compromissos e Garantias da Petrobras

A empresa reforça seu compromisso com a proteção ambiental e a conformidade com a legislação vigente. A Petrobras também mencionou que uma ação civil pública similar, com pedido de suspensão do mesmo licenciamento, foi indeferida na Justiça Federal de São Paulo. Esse cenário evidencia a complexidade do processo de licenciamento e as tensões entre os órgãos reguladores, a Petrobras e as entidades de fiscalização ambiental.

Embora a suspensão da Licença Prévia represente um desafio significativo para os planos da Petrobras, a empresa está determinada a seguir os trâmites legais e garantir que suas operações estejam em conformidade com as normas ambientais.

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