Polícia

PM é condenado por deixar posto para buscar mulher de Brennand

PM é condenado por deixar posto para buscar mulher de Brennand

O capitão da Polícia Militar de São Paulo, Daniel Tonon Cossani, foi recentemente condenado pela Justiça Militar por decumprimento de missão ao deixar seu posto para trabalhar para o empresário Thiago Brennand, em 2021. A condenação resulta em uma pena de um ano em regime aberto.

O Julgamento e a Condenação de Cossani

A sessão de julgamento ocorreu no TJMSP (Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo) e contou com a formação de um Conselho que decidiu a favor da condenação por 4 votos a 1. Além da pena, foi concedida a suspensão condicional, e ainda há possibilidade de recurso da defesa.

Conforme a denúncia do Ministério Público, Cossani tinha turno marcado das 7h às 19h em 28 de agosto. No entanto, ele deixou sua função para atuar como segurança e motorista de Brennand, seguindo-o até o Aeroporto de Guarulhos. Essa ação foi considerada um desvio de conduta que beneficiou interesses pessoais.

A Defesa de Cossani

O advogado de defesa alegou que o processo estava prescrito, e argumentará sobre isso em apelação. Ele destacou que a juíza presidente acolheu a tese da defesa, mas os juízes militares se basearam em um inquérito da Corregedoria, o que gerou estranheza.

Quem É Thiago Brennand?

O empresário Thiago Brennand, que já possui condenações somando mais de 20 anos de prisão, enfrenta diversos processos no TJSP, principalmente por crimes de estupro e violência contra mulher. Após fugir para Abu Dhabi, Brennand foi extraditado para o Brasil em 2023 e está sob custódia.

Em setembro de 2025, foi julgado e condenado a oito anos de prisão por estupro. A Justiça também determinou que ele pagasse uma indenização de R$ 200 mil à vítima, refletindo a gravidade das acusações que enfrenta.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo