A investigação sobre a morte de Gisele Alves Santana continua em andamento, com reuniões recentes da Corregedoria da Polícia Militar e delegados responsáveis pelo caso. Gisele, uma policial, foi encontrada sem vida em seu apartamento na capital paulista, gerando perplexidade e chamadas para uma investigação mais rigorosa.
No encontro, os delegados decidiram aguardar os resultados da exumação do corpo de Gisele, que fornecerão informações cruciais para a continuidade das apurações. As autoridades ainda avaliarão se é necessário solicitar a prisão do tenente-coronel da PM, Geraldo Leite Rosa Neto, marido da vítima, que se encontrava na residência no momento do incidente.
Desdobramentos do Caso Gisele
Gisele foi encontrada com uma ferida na cabeça dentro do apartamento em que residia com seu esposo, no Brás. Segundo a versão apresentada por Geraldo, o casal teria discutido a possibilidade de divórcio. Logo após essa conversa, ele alega ter ido tomar banho e, minutos depois, ouviu um disparo. Saiu para encontrar a esposa caída na sala, segurando sua pistola.
Inicialmente a ocorrência foi considerada suicídio, mas a classificação foi alterada para “morte suspeita” e, posteriormente, a Justiça determinou que a investigação deveria ser tratada como feminicídio. As inconsistências no relato de Geraldo e a cena do crime levantaram diversas suspeitas, como a falta de cartuchos deflagrados e a facilidade com a qual a arma foi retirada da mão da vítima.
Elementos Suspeitos no Local do Crime
A entrada de Geneldo no apartamento antes de se dirigir à delegacia e a limpeza do local por policiais militares foram também indicativos de que algo poderia estar errado. Testemunhas afirmaram que, horas após o disparo, policiais femininas limparam o imóvel, alegando que precisavam buscar evidências. Isso gerou suspeitas sobre a integridade da cena do crime.
Além disso, relatos de familiares apontam para um padrão de relacionamento abusivo que Gisele vivia com o tenente-coronel. Antes de seu falecimento, a vítima manifestou o desejo de se separar, o que poderia ter gerado tensões fatais.
Resultados da Exumação e Continuidade da Investigação
Com o avanço das investigações, a Justiça autorizou a exumação do corpo para novos exames periciais. O laudo identificou que o disparo foi feito de forma “encostada”, e lesões indicavam possíveis sinais de luta e esganadura. Isso elevou ainda mais as dúvidas sobre a versão apresentada por Geraldo.
A defesa do tenente-coronel nega qualquer envolvimento e diz que ele está colaborando com as investigações. Entretanto, a situação continua crítica, e o caso, que tramita sob sigilo, aguarda novas análises que podem alterar o curso da investigação. As autoridades estão em busca de dados essenciais que foram coletados de celulares apreendidos, enquanto o marido da vítima se afastou de suas funções na Polícia Militar.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo