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Polícia prende 24º palmeirense por emboscada que matou torcedor do Cruzeiro; 42 réus no caso

Após mais de 11 meses de investigações, a polícia prendeu na quarta-feira (1º) o 24º torcedor do Palmeiras acusado de participar da emboscada que resultou na morte de um cruzeirense e deixou 15 pessoas feridas em Mairiporã, na Grande São Paulo. Ao todo, 42 integrantes da Mancha Alviverde se tornaram réus na Justiça pelos crimes cometidos em 2024, enquanto 18 permanecem foragidos.

O último detido, Alexandre Santos Medeiros, foi abordado pela Polícia Militar na Zona Oeste da capital paulista. Ele é acusado de integrar o grupo que atacou membros da torcida Máfia Azul, utilizando paus, pedras, bolas de bilhar, pregos e rojões. Os próprios torcedores filmaram o ataque, o que auxiliou na investigação.

Entre os 42 réus, 20 vão a júri popular, incluindo o então presidente da Mancha, Jorge Luiz Sampaio Santos, e outros membros da diretoria da organizada. Os crimes apontados pelo Ministério Público incluem homicídio qualificado, 15 tentativas de assassinato, incêndio e tumulto esportivo. A data do julgamento ainda não foi definida.

Os demais 22 acusados passarão por audiências de instrução em dezembro, quando a Justiça avaliará se há indícios suficientes para levá-los a júri. Dentre eles, sete estão presos e 15 continuam foragidos. Todos os atos processuais ocorrerão por videoconferência.

As famílias das vítimas, como Jaqueline Alves, mãe do cruzeirense José Victor Miranda dos Santos, reafirmam que buscam apenas justiça, sem desejo de vingança. Por sua vez, advogados de alguns réus afirmam que seus clientes são inocentes e que suas condutas serão analisadas individualmente no plenário do júri.

O episódio, que ocorreu na Rodovia Fernão Dias, deixou ônibus da torcida do Cruzeiro incendiados e expôs a rivalidade histórica entre as torcidas organizadas do Palmeiras e do Cruzeiro, resultando em investigações que mobilizaram o Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e o Gaeco do Ministério Público.