O presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo Futebol Clube, Olten Ayres de Abreu Junior, foi indiciado pela Polícia Civil de São Paulo por falsidade ideológica. Ele é suspeito de inserir uma informação falsa em um documento sobre a reforma do estatuto do clube. Esta situação levanta questões sobre a integridade administrativa e a responsabilidade dos dirigentes de clubes esportivos.
Segundo a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo), a Polícia Civil de São Paulo, concluiu a investigação do caso por meio da 3ª Delegacia de Crimes Contra a Administração e Lavagem de Capitais, do DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania). A investigação revelou possíveis irregularidades que podem impactar diretamente a governança do clube, refletindo a necessidade de uma maior transparência nos processos administrativos.
O dirigente foi indiciado por falsidade ideológica e o caso foi remetido ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que avaliarão se haverá abertura de ação penal. Isso destaca a importância de discutições mais amplas sobre as responsabilidades legais dos que ocupam cargos de poder nas organizações esportivas.
Suspeitas sobre a reforma estatutária
A suspeita gira em torno de erros de escrita em um documento do conselho para a reforma estatuária do clube, como o uso do termo “reunião”. Esse detalhe, segundo especialistas, poderia configurar declaração falsa ou diferente da que devia ser escrita, podendo resultar em algum benefício para o investigado. O impacto de tais alegações pode causar desconfiança entre os associados e torcedores do São Paulo, afetando a reputação do clube.
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Morumbis, estádio do São Paulo • Reprodução/São Paulo
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Estádio do Morumbis, em São Paulo. • Matheus Lima/Vasco
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Estádio do Morumbis, casa do São Paulo • Foto: Fernando Alves/ECJ
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Morumbis, estádio do São Paulo • Foto: Reprodução/X/São Paulo
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Estádio Morumbis, casa do São Paulo • Rubens Chiri/São Paulo FC
O que diz a defesa de Olten Ayres
Em nota, a defesa de Olten diz que recebe a informação do indiciamento com “tranquilidade”. Eles aguardam o acesso integral ao relatório, mas ressaltam que não praticaram falsidade ideológica, não obtendo qualquer benefício pessoal ou político com o documento. Essa defesa reflete um posicionamento forte de que a integridade não foi comprometida, mesmo diante das acusações.
A defesa, representada pelo advogado Jair Jaloreto, sustenta que o indiciamento está longe da realidade dos fatos e da teoria do direito penal. O que é chamado de “atipicidade material da conduta” é um conceito que pode ser importante para o desfecho do caso, pois enfatiza que o documento questionado não é uma exigência legal ou estatutária para o andamento de reformas no clube.
“Tratando-se de uma peça juridicamente dispensável, qualquer imprecisão redacional configura um mero ‘falso inócuo’, sendo absolutamente incapaz de lesar bens jurídicos, criar obrigações ou fraudar o trâmite institucional”, argumenta a defesa. Esse tipo de construção jurídica pode ser essencial para a compreensão da complexidade do caso e das nuances legais envolvidas.
Consequências e próximos passos
Os advogados também destacam que a acusação se baseia em um suposto benefício de uma reforma estatutária que não se concretizou, uma vez que a votação foi interrompida pelo próprio presidente do Conselho. Isso pode gerar dúvidas sobre a validade das acusações, já que o benefício alegado não se materializou. O desenrolar desse caso poderá estabelecer precedentes sobre como situações semelhantes podem ser tratadas no futuro.
A defesa ainda alega que o inquérito é “viciado por graves nulidades processuais”, incluindo a limitação da defesa. Os advogados afirmam estar convictos de que o Ministério Público e o Judiciário reconhecerão a inocência de Olten e promoverão o arquivamento do procedimento. Se a defesa tiver sucesso nesse sentido, pode haver um efeito benéfico para a imagem do clube e até um chamado à revisão de práticas administrativas em organizações esportivas com relação a estatutos e procedimentos.

