Paulo Skaf, o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), se manifestou de forma contundente sobre o projeto de lei do governo que visa abolir a escala de trabalho 6×1, descrevendo a medida como “vergonhosa” e “ilegal”. Esta declaração foi feita em uma entrevista exclusiva ao CNN 360º, onde ele argumentou que a proposta é evidentemente inconstitucional, desrespeitando os parâmetros trabalhistas estabelecidos pela Constituição de 1988.
Implicações da Nova Proposta
A Constituição determina que a “duração do trabalho normal não deve exceder oito horas diárias e quarenta e quatro semanais”, permitindo compensações e reduções de horário por meio de acordos ou convenções coletivas. O projeto enviado pela administração de Lula busca eliminar a escala 6×1 e estabelecer uma jornada de trabalho de 40 horas semanais, sem qualquer diminuição salarial.
Expectativa de Ação Judicial
Skaf também comentou sobre suas expectativas em relação a uma possível ação judicial contra o projeto de lei. Ele acredita que qualquer mudança na jornada de trabalho deve ser discutida com mais profundidade, especialmente considerando o contexto político atual, onde questões trabalhistas estão sendo tratadas de forma apressada e superficial, possivelmente influenciadas pelas eleições que se acercam.
A Realidade do Mercado de Trabalho
O presidente da Fiesp alertou sobre os riscos que essa apressada mudança pode gerar, como o aumento do desemprego e da informalidade devido ao alto custo de operação no Brasil. Segundo ele, é fundamental que as decisões que afetam a jornada de trabalho sejam tomadas levando em conta a realidade específica de cada setor, e não de maneira uniforme. As consequências dessa nova legislação poderiam impactar negativamente a economia, levando à redução do PIB, da renda e do número de empregos.
Estudo: fim da escala 6×1 pode reduzir PIB, renda, empregos e empresas
Em resumo, a posição de Paulo Skaf reflete a preocupação em garantir que as reformas trabalhistas sejam debatidas de forma robusta e respeitando as necessidades do setor industrial e do mercado de trabalho.

