Polícia

Quase 60% das vítimas de feminicídio são mortas pelo parceiro: Entenda

Quase 60% das vítimas de feminicídio são mortas pelo parceiro: Entenda

O feminicídio no Brasil é um tema alarmante que requer atenção urgente. Dados recentes revelam que 59,4% das vítimas de feminicídio foram mortas pelos próprios companheiros, evidenciando a gravidade da violência doméstica no país. A pesquisa “Retrato dos Feminicídios no Brasil”, divulgada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revela um panorama aterrador da situação entre 2021 e 2024.

Dados alarmantes sobre o feminicídio

Entre os casos analisados, 21,3% das vítimas foram assassinadas por ex-companheiros, e outros 10,2% foram mortas por familiares. Esses números demonstram que a violência de gênero não é apenas um incidente isolado, mas sim uma manifestação de desigualdade profundamente enraizada nas relações entre os gêneros na sociedade brasileira. Em 4,9% das ocorrências, os autores dos crimes eram desconhecidos, indicando que a maioria dos casos ocorre dentro do convívio familiar ou social das vítimas.

Aumento contínuo dos feminicídios

Em 2025, o Brasil registrou 1.568 feminicídios, um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior. Desde a promulgação da Lei do Feminicídio em 2015, 13.703 mulheres foram assassinadas devido à sua condição de gênero. O levantamento aponta um crescimento de 14,5% nos registros de feminicídio entre 2021 e 2025, um fenômeno que não deve ser ignorado.

O contexto da violência doméstica

Aviolência íntima prevalece, com 97,3% dos crimes cometidos por homens. A residência das vítimas é o local mais comum para esses crimes, ocorrendo em 66,3% dos casos. O uso de armas brancas está presente em 48,7% dos feminicídios, enquanto armas de fogo aparecem em 25,2% das ocorrências. O perfil das vítimas é alarmante: 62,6% eram mulheres negras e 50% tinham entre 30 e 49 anos. Esses dados sugerem que a violência de gênero afeta desproporcionalmente certas demografias.

Pequenas cidades, com até 100 mil habitantes, registram uma taxa de feminicídio de 1,7 por 100 mil mulheres, superior à média nacional. A infraestrutura de apoio nessas localidades é frequentemente inadequada, com apenas 5% delas possuindo Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher. Esses dados ressaltam a necessidade de uma abordagem robusta e eficaz para enfrentar essa problemática e proteger as mulheres vulneráveis no Brasil.