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Reindustrializar SP começa pela educação e transforma o futuro

Reindustrializar SP começa pela educação e transforma o futuro

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, lançou neste sábado (22), na capital paulista, seu plano de educação e apresentou a formação profissional, a ciência e a tecnologia como pilares de uma estratégia de reindustrialização do Estado. Segundo Haddad, a recuperação da indústria paulista passa por uma reforma da educação profissional.

“Se a gente quer preparar o Estado para a reindustrialização, nós vamos ter que fazer uma reforma da educação profissional no Estado”, afirmou.

Haddad defendeu maior integração entre escolas, universidades, institutos federais e empresas para formar profissionais capazes de acompanhar as transformações tecnológicas da economia. A proposta também prevê aproximar a pesquisa acadêmica das demandas do setor produtivo.

“Precisamos associar formação profissional, tecnologia de ponta, infraestrutura, logística, para recuperar o atraso que esse governo representa para São Paulo”, disse.

Na avaliação do candidato, a política educacional deve estar articulada a uma estratégia mais ampla de desenvolvimento econômico. Ele propôs reunir universidades paulistas, instituições federais e pesquisadores para elaborar um plano de desenvolvimento para o Estado, com foco na produção de tecnologia, formação de profissionais e registro de patentes.

“Temos três das melhores universidades no Estado e temos outras três federais que são tão boas quanto. São instituições de altíssima qualidade. Junta esse povo, olha o tamanho dessa comunidade. Vamos ter que sentar com esse pessoal para montar um plano de desenvolvimento para o Estado”, afirmou.

Haddad também defendeu levar a SP Cine para o interior paulista, com estrutura para produção audiovisual e oferta de cinema gratuito. A proposta, segundo ele, busca descentralizar a produção cultural e ampliar a integração entre escolas, institutos federais e iniciativas ligadas à tecnologia.

Haddad incluiu a educação entre as três áreas — ao lado de saúde e segurança pública — nas quais considera que São Paulo perdeu desempenho nos últimos anos. Ao apresentar o plano, afirmou que os dados utilizados pela campanha são baseados em informações de órgãos oficiais, como Inep e IBGE.

“Não estou falando de dados elocubrados pela oposição, estou falando de dados oficiais. Todo número que eu divulgo eu colhi numa fonte oficial independente: Inep, IBGE”, declarou.

A apresentação teve a presença da ministra Simone Tebet e do vice-presidente Geraldo Alckmin, que governou São Paulo por quatro mandatos. Haddad usou a participação dos dois para reforçar a experiência da equipe envolvida na elaboração do plano.

“Isso aqui não é um plano de amadores. Isso aqui é um plano de gente testada e aprovada na luta por uma educação de qualidade”, afirmou.

A presença de Alckmin também serviu para associar o programa de educação a uma agenda mais ampla de desenvolvimento econômico para São Paulo.

Na véspera do lançamento, Haddad havia defendido transformar o Desenvolve SP em um banco de desenvolvimento voltado à reindustrialização do Estado, em uma estrutura semelhante à do BNDES.

Segundo o candidato, a instituição deveria financiar investimentos industriais que não encontram espaço no mercado privado. A ideia é usar o banco como instrumento de uma política de reindustrialização que teria a educação e a reforma tributária entre seus pilares.

“Vamos transformar o Desenvolve SP em um banco de desenvolvimento para reindustrialização. Não é um banco para capital de giro, de capital, ou para disputar com bancos privados. Vamos oferecer o que não está disponível, que é recursos para reindustrializar o Estado tendo como pilar a educação e reforma tributária”, afirmou.

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