O Réveillon realizado na Avenida Paulista consolidou mais uma vez São Paulo como um dos maiores palcos de celebração de Ano Novo do mundo. A festa da virada para 2026 reuniu cerca de 2,1 milhões de pessoas ao longo de 14 horas ininterruptas de programação gratuita, segundo levantamento divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Além do impacto cultural e simbólico, o evento gerou forte movimentação econômica, com circulação estimada em R$ 1,38 bilhão.
De acordo com o estudo, a festa também foi responsável pela criação de aproximadamente 11,9 mil postos de trabalho temporários, considerando não apenas o público do Réveillon, mas também os gastos relacionados à tradicional corrida de São Silvestre, que ocorre na mesma época e atrai milhares de visitantes à capital paulista.
A maior parte do público era formada por moradores da própria cidade, que representaram 76,9% dos participantes. Outros 23,1% eram excursionistas e turistas, vindos de diferentes regiões do país, com destaque para aqueles que pernoitaram em São Paulo. O gasto médio dos turistas durante o período do Réveillon foi calculado em R$ 2.016,50, incluindo despesas com hospedagem, alimentação, transporte e lazer.
A megaoperação montada para garantir o funcionamento da festa envolveu diversas secretarias municipais. Após o encerramento do evento, equipes de limpeza recolheram cerca de 37 toneladas de resíduos, com a atuação de mais de 600 agentes, apoio de dezenas de veículos e uso de água de reuso, reforçando a preocupação com a sustentabilidade.
Na área da saúde, os atendimentos foram considerados baixos diante do volume de público. Foram registrados 675 atendimentos médicos, com apenas oito encaminhamentos para unidades de saúde. Já na segurança pública, o monitoramento feito com drones e sistemas inteligentes resultou no registro de apenas seis ocorrências policiais, número avaliado como positivo pelas autoridades.
A programação artística foi um dos pontos altos da celebração. A contagem regressiva para a chegada de 2026 ficou sob o comando de Simone Mendes, que se apresentou para uma multidão no momento da virada. Ao longo do dia e da noite, passaram pelo palco nomes de diferentes estilos musicais e religiosos, como Padre Marcelo Rossi, Frei Gilson, João Gomes, Belo, Maiara & Maraisa, Ana Castela e o grupo Colo de Deus.
Para receber o público, foi montada uma estrutura de grande porte, com palco de 17 metros por 20 metros, painéis de LED cenográficos e dez torres de vídeo distribuídas pela avenida, garantindo visibilidade e som para quem acompanhava os shows ao longo de toda a Paulista. O resultado foi uma celebração marcada por diversidade cultural, organização e impacto econômico expressivo para a cidade.