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“Se o Bad Bunny fosse de Natal, ele faria o que eu faço”: Luísa deixa os Alquimistas, vira Leoa e lança som pop nortista em SP

Depois de uma década à frente da banda Luísa e Os Alquimistas, a cantora potiguar Luísa Nascimento decidiu recomeçar. Sob o nome artístico Leoa, ela iniciou carreira solo e lançou seu primeiro disco, Original Malokera, em maio deste ano — um trabalho que mistura o calor do Nordeste com a pulsação urbana de São Paulo.

O álbum marca um renascimento artístico. “Depois de dez anos com os Alquimistas, decidi encerrar esse ciclo e me aventurar em uma carreira solo. Queria viver esse momento da minha vida e tive coragem para isso. Estou me acostumando a me chamar de Leoa. É uma identidade nova — e está sendo bonito ver isso se fortalecer”, conta a artista em entrevista ao g1.

Com direção musical assinada pela própria cantora e produção de Gabriel Souto, Original Malokera transita entre funk, brega, reggaeton, cúmbia e bachata, criando uma ponte entre o Nordeste, o Caribe e a América Latina. A sonoridade carrega tanto o sotaque potiguar quanto a experiência cosmopolita da capital paulista.

“Nos meus sets, sempre misturo um brega com uma bachata, um som de paredão com algo latino. É urbano, mas com a minha pegada. Se o Bad Bunny fosse de Natal, acho que ele estaria fazendo coisas parecidas com o que faço”, brinca Leoa.

Parte do disco foi gravada em Natal (RN), cidade onde a artista nasceu, mas foi em São Paulo que ela consolidou conexões e estrutura para expandir sua carreira. “Aqui consegui viabilizar muita coisa, mas meu público ainda é mais forte no Nordeste. Eu vivo nesse trânsito — estou sempre indo e voltando, mantendo minhas raízes.”

A artista define o álbum como sensual e autobiográfico. “O calor, o suor, o tesão estão presentes. Criar a Leoa foi um ato de coragem — ela me deu força para mudar tudo e explorar meu lado mais livre, mais mulher. É um disco para dançar, pensar, amar e curtir”, resume.

Mais do que uma nova fase, Leoa quer abrir espaço para o brega, o forró e o som de paredão dentro do pop brasileiro. “O pop precisa abraçar mais o Nordeste. Essas também são sonoridades pop. O que eu trago é o desejo genuíno de mostrar de onde eu venho — e de onde vem o meu som”, afirma.