Ícone do site A Voz de São Paulo

Super El Niño: Efeitos variados no Brasil durante o clima 2023

Super El Niño: Efeitos variados no Brasil durante o clima 2023

As consequências do Super El Niño podem provocar cenários extremos no território brasileiro: chuvas acima da média na região Sul e secas intensas no Norte. Enquanto o fenômeno já se confirmou nas previsões climáticas, também ganhou destaque na Climate Week São Paulo, nesta quinta-feira (6).

No painel Super El Niño: Do Alerta Climático à Ação Urbana, especialistas debateram dados e estratégias de mitigação e adaptação aos efeitos desta manifestação ambiental que deve acontecer entre a primavera deste ano e início de 2027. “Qual a diferença hoje de todos os El Ninõs? Porque nós estamos vivendo, na pele, as mudanças climáticas.

O El Niño vai se espalhar pelo país de forma diferente, então cada território vai ter sua peculiaridade, assim como seus efeitos e riscos. Mudança climática no Brasil é excesso ou escassez de chuva. Temos dados, diagnósticos, informações. A distância que preocupa é entre conhecimento e ação”, destacou a presidente do Instituto Brasileiro de Adaptação Climática (IBRAAC), Luciana Lanna.

Impactos do Super El Niño no Brasil

Na Amazônia, a projeção é de poucas chuvas, atraso das estações, rios em níveis críticos, aumento de risco de incêndios florestais e degradação da qualidade do ar.

O nordeste brasileiro poderá registrar prolongamento da seca e maior pressão sobre os reservatórios de água.

Por outro lado, o Sul deverá sofrer consequências contrárias, com a presença de chuvas intensas. No Rio Grande do Sul, o solo já saturado poderá resultar em transbordamento de rios, enchentes, alagamentos e deslizamentos de terra. O estado gaúcho também poderá ter tempestades e temporais, aumentando os desafios para a população.

Luciana lembrou a meta já estabelecida pelo Plano Clima: até 2035, todos os estados do Brasil e 35% dos municípios deverão ter planos de adaptação climática estabelecidos. “Isso significa olhar para o território e fazer uma gestão de forma inteligente, porque a adaptação climática tem que estar dentro do orçamento público”, apontou.

Como o El Niño afeta o clima na América do Sul

O El Niño ocorre quando a temperatura do Oceano Pacífico aumenta. A medição atual revela 2ºC acima da média, que intensifica episódios de secas, enchentes, inundações e incêndios.

No Norte da América do Sul, em países como Colômbia e Venezuela, a previsão é de calor recorde e seca hidrológica. Isso pode afetar a agricultura local e ameaçar a segurança alimentar da região.

No Norte e Nordeste da Argentina, e no Uruguai e Paraguai, é previsto o mesmo padrão de excesso de precipitações. Já na região costeira do Equador e do Peru, tempestades e inundações podem causar danos significativos às infraestruturas locais.

Preparação e Resiliência diante do Super El Niño

A resposta à crise climática requer preparação e resiliência. Portanto, é essencial que governos e comunidades se mobilizem para adaptar suas estratégias de gestão de água e desastres naturais. O planejamento urbano e rural deve ser adaptado, levando em conta as alterações nas padrões climáticos. Tecnologias sustentáveis e práticas agrícolas inovadoras podem ser incorporadas para mitigar os impactos do Super El Niño.

Além disso, conciliar políticas públicas com o engajamento da sociedade civil é crucial para fortalecer as redes de apoio e garantir que as populações vulneráveis estejam protegidas. O desafio está também na educação ambiental, conscientizando as pessoas sobre a importância de agir perante mudanças climáticas.

Investir em infraestrutura resiliente é fundamental. Isso inclui sistemas de drenagem eficientes em áreas propensas a alagamentos e a kapacitações de armazenamento de água em regiões que enfrentam secas. Sempre que um fenômeno dessa magnitude surge, é uma oportunidade para repensar estratégias e priorizar a sustentabilidade no desenvolvimento urbano e rural.

Super El Niño? Quais efeitos podem ser provocados no Brasil

Sair da versão mobile