Em uma recente entrevista ao programa Bastidores CNN, João Paulo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados e atual conselheiro de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), abordou sua prisão nas investigações da Lava Jato e como isso afetou sua vida política. Ele destacou que “o tempo fará um julgamento honesto” sobre sua situação. Mesmo enfrentando as acusações do Mensalão, Cunha conseguiu se reeleger como deputado federal, sendo o mais votado do PT em São Paulo nas eleições de 2006 e 2010.
“Eu trato esse tema com muita tranquilidade, porque não me afetou espiritualmente, não afetou eu pessoalmente. Isso aí não me abalou. Por quê? Porque a pessoa sabe o que ela fez e sabe o que ela não fez”, afirmou durante a entrevista.
Reflexões sobre sua trajetória
O ex-deputado fez uma analogia entre sua situação e a de Lula, que também enfrentou a prisão e voltou ao cargo de presidente. “O mesmo vale para a Lava Jato, o mesmo vale para Lula, que também foi preso, cumpriu pena, voltou, virou presidente da república”, comentou Cunha.
Crítica à judicialização da política
João Paulo Cunha não hesitou em criticar a chamada “judicialização da política”. Ele afirmou que essa estratégia “causa mal para a nação”. O político expressou não apenas sua tranquilidade em relação aos seus atos, mas também o desejo de compartilhar sua versão dos fatos com o povo brasileiro. “Eu respondo quem precisa, quem pergunta, quem quer saber. Eu trato com muita tranquilidade, porque eu tenho absoluta tranquilidade do que eu fiz, do que eu não fiz. E quero compartilhar isso não somente com a minha família, os meus eleitores, os meus amigos, mas com o Brasil, para que ele saiba efetivamente o que aconteceu naquele período”, finalizou.