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Campeão do mundo com a Argentina elogia Brasil de 70 em entrevista

Campeão do mundo com a Argentina elogia Brasil de 70 em entrevista

Campeão do mundo com a Argentina em 1986, o ex-meio-campista Ricardo Bochini está nos Estados Unidos para acompanhar a Albiceleste na Copa do Mundo. A bordo de um motorhome, com o qual viaja para seguir a atual campeã mundial, Bochini tem recebido o carinho dos fãs por onde passa e, entre uma foto e outra, arruma tempo para dar entrevistas.

Em contato com a reportagem da CNN Brasil em Dallas, o ídolo do Independiente analisou o presente da equipe de Lionel Scaloni, que neste sábado (27) fecha a participação na fase de grupos contra a Jordânia, a partir das 23h (de Brasília).

“É preciso sempre falar com muita cautela. Passo a passo, como disse uma vez um técnico do Racing, Reinaldo Merlo, porque os rivais que vão vir depois [no mata-mata] são difíceis. Os jogos têm que ser jogados”, afirma El Bocha.

Ricardo Bochini fez parte da seleção que conquistou o título mundial em 1986, no México. Apesar de reserva na equipe então comandada por Carlos Bilardo, viu de perto as grandes atuações de Diego Armando Maradona, que tinha como um de seus ídolos justamente Bochini.

Na comparação Maradona x Messi, o ex-meio-campista, hoje viajante de motorhome, prefere não ser enfático sobre quem é maior, mas mostra certa predileção pelo ex-companheiro. “São os dois grandes da história da Argentina. Eu acredito que um Mundial como o que Maradona jogou no México é muito difícil de repetir, porque ele jogou em sua plenitude, com 25, 26 anos. Fez coisas grandiosas, apesar de terem batido muito nele, e não havia VAR. Batiam, ele se levantava e seguia. Um Mundial espetacular”, afirma.

Ao longo da carreira no Independiente, Bochini teve duros enfrentamentos contra clubes brasileiros. Foi campeão da Copa Libertadores contra o São Paulo, por exemplo, em 1974, quando as equipes tiveram que fazer um terceiro jogo final em campo neutro (Santiago, no Chile) para decidir o campeão continental.

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Respeitoso com relação ao futebol do país vizinho, recordou grandes seleções do Brasil e destacou especialmente uma: a tricampeã mundial. “Tive grandes enfrentamentos com o Santos, com o Cruzeiro, com o São Paulo, o Grêmio… todos jogos contra equipes que tinham jogadores de seleção. Eu me lembro do Brasil de 1970: Jairzinho, Gerson, Tostão, Pelé e Rivellino, Clodoaldo no meio. Uma das melhores seleções que vi jogar”, conta Bochini, saudosista do futebol de gerações anteriores.

“A de 1982, que não foi campeã mundial, também era espetacular, com Zico, Sócrates, Cerezo, Falcão. Hoje, falta um pouco desses jogadores ao Brasil. [A Seleção Brasileira] Tem talento na frente, mas aquele meio-campo, esses meio-campistas que o Brasil tinha, fazem muita falta ao futebol mundial.”