A comissão especial que discute o fim da escala 6×1 na Câmara está focada em trazer melhorias para a jornada de trabalho no Brasil. Nesta quarta-feira (6), o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, será ouvido pelo órgão colegiado para debater sobre os critérios de implementação da redução da jornada de trabalho.
Este será um momento importante, visto que é a primeira audiência pública do grupo que discute a PEC. A comissão iniciou seus trabalhos na terça-feira (5), apresentando um plano que visa ouvir assessores ministeriais e representantes de diferentes setores do país para ajustar o texto final da proposta.
O Ministério do Trabalho confirmou a participação de Marinho e destacou que o ministro defenderá o Projeto de Lei previamente enviado ao Congresso Nacional em caráter de urgência.
Participantes da Audiência Pública
Além de Marinho, outros convidados incluirão autoridades como o Diretor do Escritório da OIT (Organização Internacional do Trabalho), Vinícius Carvalho Pinheiro, a vice-procuradora geral do Ministério Público do Trabalho, Teresa Cristina D’Almeida Basteiro, e o juiz do trabalho e ex-presidente da Anamatra, Hugo Cavalcanti Melo Filho. Todos irão contribuir para o debate sobre o fim da escala 6×1, que tem sido um foco contínuo desde o início do mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.
Mobilização e Opiniões Divergentes
O início dos trabalhos da comissão também atraiu mobilizações de diferentes setores. Representantes de centrais sindicais se manifestaram em defesa da proposta, ocupando a entrada da Câmara e promovendo atividades variadas em prol da redução da jornada. Em contrapartida, uma comitiva de empresários, liderada pela Fecomercio-SP, chegou a Brasília para pressionar contra aprovação da proposta de redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.
Cronograma e Expectativas
O relator da comissão, deputado Leo Prates, apresentou um plano que inclui a realização de pelo menos dois debates semanais na Câmara e um em unidades federativas, como Paraíba, Minas Gerais e São Paulo. A proposta é que o relatório final seja apresentado até 20 de maio, com votação no colegiado prevista para 26 de maio, levando em conta as diretrizes da câmara. Prates espera que o calendário seja seguido, destacando a necessidade de discutir também medidas de transição e incentivos para minimizar os impactos econômicos da nova legislação.
