Polícia

Suspeito morto pela Rota e sua participação em fuga há 19 anos

Suspeito morto pela Rota e sua participação em fuga há 19 anos

Márcio dos Santos Ferreira, conhecido como “Tetão”, foi morto nesta sexta-feira (10) por policiais da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar). Tetão havia participado da fuga em massa do CDP II (Centro de Detenção Provisória) de Osasco em 2007, um evento que marcou a história do sistema penitenciário.

No contexto de sua morte, Tetão é apontado como suspeito de participação no atentado ao tenente Ronickson Pimentel dos Santos, que atualmente se encontra internado em estado grave na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Segundo investigações, ele seria responsável pelos carros e armas utilizados na tentativa de homicídio contra o agente, evidenciando seu envolvimento em atividades criminosas significativas.

A Polícia Militar informou que Márcio possui uma extensa ficha criminal. Ele é um membro antigo do PCC (Primeiro Comando da Capital) e, na madrugada do dia 11 de setembro de 2007, fugiu com cerca de outros 30 detentos do presídio, o que ressaltou a fragilidade do sistema de segurança no local.

  • O CDP “Vanda Rita Brito do Rego”, localizado na Rodovia Raposo Tavares, foi inaugurado em 2000 e possui capacidade para 833 presos. Contudo, segundo dados da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária), a população prisional atual é de 1.093, caracterizando uma superlotação preocupante.

Na época de sua fuga, a PM informou que os detentos utilizaram um túnel que conectava a parte interna do CDP ao Rodoanel. A morte de Tetão foi oficialmente registrada como uma morte decorrente de intervenção policial no 49º DP (São Mateus) e está sendo investigada pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa).

Os policiais que participaram da ação estavam equipados com câmeras corporais, e essas imagens também será analisadas durante a investigação.

Desdobramentos após o atentado ao tenente

Com a morte de Tetão, o número de pessoas mortas pela Rota sobe para seis durante as buscas por suspeitos de envolvimento na tentativa de homicídio do tenente Pimentel. Os desdobramentos mostram a gravidade da situação. Veja como ocorreram as outras mortes:

  • 29/06: Um homem foi abordado por policiais da Rota, após uma denúncia que apontava sua suposta ligação com o atentado. Ao ser abordado, ele reagiu e disparou contra os policiais, sendo alvejado durante a ação. O óbito foi constatado no local, mas a conexão dele com o atentado não foi confirmada.
  • 01/07: Após uma nova denúncia, a Rota dirigiu-se até Guaianases onde outro homem foi baleado em uma troca de tiros com os policiais. Ele recebeu atendimento, mas não sobreviveu. A PM posteriormente afirmou que ele não era considerado um suspeito no caso.
  • 02/07: Em Peruíbe, a polícia localizou um homem de 47 anos considerado suspeito do crime. Durante a abordagem, ele tentou fugir e foi baleado. Ele também não tinha as ligações exatas com o atentado, mas as circunstâncias levantaram preocupações sobre a ação policial.
  • 09/07: Dois homens foram mortos em uma ação da Rota em Heliópolis. A polícia afirmava que um deles era Marcelo Jesus Dias, suspeito de pilotar a motocicleta utilizada no atentado. Reagindo durante a abordagem, ambos foram alvejados e não resistiram.
  • 10/07: A morte de Márcio dos Santos Ferreira, o Tetão, confirmou as suspeitas de sua ligação com o PCC e o atentado ao tenente. Uma denúncia indicava que ele estaria armado e escondido em uma casa em São Mateus. Durante a ação policial, ele foi morto no local.

Questionada sobre estes eventos, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) não forneceu esclarecimentos sobre quais mortos poderiam ser considerados oficialmente suspeitos do crime, aumentando a tensão e a desconfiança em torno das operações da Rota.”