O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou, nesta sexta-feira (19), a transferência do elefante Sandro, do Zoológico Municipal de Sorocaba para o Santuário de Elefantes do Brasil, no Mato Grosso.
A Justiça alega que o recinto atual é inadequado e que o isolamento social do animal compromete seu bem-estar físico e emocional.
A Prefeitura de Sorocaba informou que recorrerá a decisão.
A decisão foi acolhida, por unanimidade, pelo Ministério Público. O TJ defende que o laudo pericial revelou que o Zoológico carece de infraestrutura mínima para a espécie, não atendendo aos requisitos de mobilidade e conforto necessários para um elefante idoso. A vistoria técnica identificou a necessidade de melhorias no recinto.
A Justiça destacou que Sandro vive solitário desde a morte de sua companheira, Haisa, em 2020. E no Santuário teria interação com outros elefantes – fator crucial para sua saúde física e emocional.
O tribunal concluiu que o Santuário oferece um ambiente mais adequado, com maior espaço e manejo especializado por profissionais com experiência internacional na medicina de elefantes.
Além de decidir pela transferência, o TJ estabeleceu que o Santuário deve assumir a responsabilidade financeira e técnica pela operação, sob pena de multa diária ao ente público em caso de descumprimento.
O Santuário de Elefantes Brasil informou que está em contato com o Ministério Público para discutir os próximos passos, incluindo os procedimentos técnicos e logísticos necessários para realizar a transferência com segurança.
A prefeitura de Sorocaba anunciou que recorrerá a decisão, reafirmando que Sandro é bem cuidado no Zoológico Municipal.
A administração ainda ressaltou o perigo para o elefante no trajeto para a transferência, que “apresenta elevado risco para o animal”.
Veja a nota completa na íntegra:
O Município informa que recorrerá da decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) para que o elefante permaneça no Parque Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros”. Sandro é bem cuidado no Zoológico Municipal, onde vive desde 1982, sob os cuidados de veterinários e biólogos, e sua transferência apresenta elevado risco para o animal. No Zoo, Sandro é monitorado continuamente pela equipe técnica, que realiza manejo alimentar, comportamental e sanitário, conforme protocolos de bem-estar animal.
“Não há outro lugar para o Sandro estar exceto aqui, que se tornou seu lar pelos últimos 43 anos”, comentou o fotógrafo Douglas Ramos, que fez diversos registros do elefante.
Ver essa foto no InstagramUm post compartilhado por Douglas Ramos | Fotógrafo (@douglas.ramos91)
*Sob supervisão de AR.
