A Defesa Civil de São Paulo iniciou, nesta quinta-feira (14), o processo de demolição de imóveis interditados após a explosão de uma residência na região do Jaguaré, zona Oeste da cidade. A explosão ocorreu na segunda-feira (11) e causou danos significativos aos imóveis nas proximidades.
As demolições fazem parte da investigação sobre a causa do acidente. A Polícia Técnico Científica pediu a ação para iniciar a escavação do local e coletar provas que ajudem na elaboração do laudo da explosão.
Imóveis interditados e suporte às famílias afetadas
Cento e doze imóveis já foram vistoriados, sendo que 27 desses foram interditados definitivamente, enquanto 85 foram liberados para o retorno dos moradores. As famílias afetadas pela explosão, especialmente aquelas que perderam suas casas, poderão optar por realocação em apartamentos da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), com carta de crédito e auxílio para aluguel.
Além disso, as empresas responsáveis pela infraestrutura na região, Sabesp e Comgás, arcarão com todos os custos relacionados à nova moradia ou à reconstrução das residências que foram impactadas. Até o momento, 80 imóveis foram identificados para abrigar as pessoas afetadas, e 50 famílias já estão recebendo assistência. Enquanto isso, outras famílias continuam sendo acolhidas em hotéis na região.
Para auxiliar ainda mais os afetados, as duas concessionárias disponibilizaram R$ 5 mil às 232 pessoas cadastradas no programa de auxílio emergencial, destinado a cobrir despesas imediatas.
O que sabemos sobre a explosão
A explosão de uma casa ocorreu no bairro Alvorada, na região do Jaguaré, na tarde de segunda-feira (11). O incidente afetou 160 pessoas e 46 residências. De acordo com informações dos bombeiros, quatro pessoas ficaram feridas, e duas delas perderam a vida. As vítimas fatais são Alex Sandro, de 49 anos, que faleceu no local, e Francisco Altino, de 62 anos, que morreu após ser hospitalizado no Hospital Geral de Osasco.
Os detalhes exatos que levam à explosão ainda estão sendo investigados, e a previsão é que novos desdobramentos ocorram conforme as demolições e escavações prosseguem na área afetada.
Documentação e fiscalização das empresas envolvidas
As empresas envolvidas no trágico acidente devem apresentar formalmente, até esta sexta-feira (15), a documentação que esclareça as circunstâncias da explosão ocorrida no Jaguaré. O pedido foi realizado pela Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo) e visa, além de apurar as causas do acidente, analisar as possíveis medidas a serem tomadas em relação aos contratos das respectivas concessionárias.
As investigações e o andamento das demolições trazem à tona questões importantes sobre a segurança das estruturas, e a busca pela verdade é essencial para garantir que situações semelhantes não voltem a ocorrer.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo
